BIPLACA AGAR CROMOCLIN US 90x15mm

Descrição

Pacote com 10 biplacas 90x15mm.

Meio de cultura, não seletivo, para o isolamento, identificação direta, diferenciação e contagem de agentes patogénicos em amostras biológicas. Didaticamente pode-se considerar a identificação direta da Escherichia coli, Staphylococcus saprophyticus, Enterococcus spp. Para o grupo KESC (Klebsiella spp., Enterobacter spp., Serratia spp. e Citrobacter spp.), o grupo PPM (Proteus spp., Providencia spp. e Morganella spp.) e isolamento de outros bacilos gram negativos, fermentadores ou não fermentadores da glicose (Edwardsiella spp., Hafnia spp., Pseudomonas spp. etc), outros cocos gram positivos (Staphylococcus spp., Streptococcus spp., etc) e leveduras como a Candida spp., o meio oferece um correto direcionamento para as provas adicionais, minimizando o tempo de liberação e uso de materiais desnecessários.

A infecção do aparelho urinário está entre os mais populares causadores de doenças bacterianas do homem, tanto em nível ambulatorial quanto em nível hospitalar, sendo, habitualmente, a urocultura o exame de maior volume em um laboratório de microbiologia. A infecção do aparelho urinário caracteriza–se pela invasão e multiplicação bacteriana em qualquer segmento do aparelho urinário, ocasionando uma bacteriúria sintomática ou assintomática. Essa infecção pode acometer o trato urinário inferior (cistites e uretrites) e o trato superior, como os rins e a pelve renal (pielonefrites). Está entre as doenças bacterianas mais frequentes e de maior risco durante a infância, devido a possibilidade de lesão renal irreversível e septicemia. Atinge preferencialmente o sexo feminino (cerca 3:1), exceto durante o primeiro ano de vida quando, eventualmente, pode predominar no sexo masculino. A infecção urinária prevalece nos primeiros anos de vida, atingindo seu pico de incidência por volta dos 3 e 4 anos de idade e sendo particularmente grave quando acomete lactentes, em especial, os neonatos. Sua incidência eleva–se novamente por volta da adolescência, quando as alterações hormonais favorecem a colonização vaginal por bactérias nefritogenicas, que podem migrar para a área periuretral e ascender pelo trato urinário, causando infecções, e durante a menopausa, período em que pode ocorrer desequilíbrio na flora vaginal, permitindo o acesso de microrganismos oriundos da área periuretral. A Escherichia coli, os Enterococcus spp., grupos KESC e PPM são os microrganismos mais frequentemente responsáveis pelas infecções do aparelho urinário. Entre 60 e 85% das infecções do aparelho urinário são provocadas pela E. coli em cultura pura ou juntamente com Enterococcus spp. O Staphylococcus saprophyticus e o Streptococcus agalactiae são, embora muito menos frequentes, encontrados nas infecções do aparelho urinário, em especial em amostras de mulheres.

Devido às diferentes sensibilidades antimicrobianas apresentadas pelos agentes envolvidos, é necessário realizar um grande número de testes bioquímicos para identificar as respectivas espécies com o objetivo de aplicar uma terapêutica antimicrobiana eficaz. Esta é uma das tarefas que demandam maior consumo de mão de obra e materiais acessórios em um laboratório. As espécies ou grupos de microrganismos mais frequentemente isolados produzem enzimas características. Deste modo, é possível identificar estes microrganismos relativamente ao nível de espécies com um número limitado de testes se valendo da utilização e fermentação de substratos específicos. O uso de meios cromogênicos permite uma melhor avaliação de amostras com múltiplos contaminantes, situação frequente em amostras clínicas, devido as colorações e morfologias de simples diferenciação visual e sem recorrer ao uso de agentes inibidores de crescimento. Com exceção das colônias características de Escherichia coli e Staphylococcus saprophyticus (após a execução da prova do indol), todos os demais grupos demandam a utilização de sistemas de identificação bioquímica como, por exemplo, o sistema Bactray, para casos de bacilos gram negativos.

Amostras: Podem ser utilizadas amostras clínicas como: urina, secreções e outros fluidos corpóreos, materiais biológicos diversos, amostras ambientais ou quaisquer outras amostras passíveis de conter os microrganismos com capacidade de se desenvolver neste produto. O laboratório deve estabelecer critérios de coleta, rejeição e conservação das amostras, conforme sua política da qualidade. Sempre considerar as necessidades específicas dos microrganismos alvos das análises, microrganismos com necessidades especiais (suplementos específicos ou ambiente controlados) podem não apresentar crescimento adequado se semeados em meio de cultura que não apresente os requisitos mínimos.

Princípio: Havendo crescimento no meio após sua inoculação e incubação, algumas espécies bacterianas reagem com os substratos cromogênicos resultando em colônias com colorações diferenciadas entre si. No caso das cepas de Proteus, Providencia ou Morganella, há reação do triptofano (desaminação) com os sais ferrosos resultando em colônias marrons. Outras bactérias e leveduras se desenvolvem na forma de colônias brancas. Assim como no meio de CLED as colônias de Proteus se desenvolvem sem a formação de véu (swarming).

Armazenamento e estabilidade: Para fins de transporte, o produto pode permanecer em temperatura ambiente por até 72h. No laboratório as placas devem ser armazenadas em temperatura de 2 a 12ºC, condições em que se mantém estáveis até a data de vencimento expressa em rótulo, desde que isento de contaminação de qualquer natureza. O uso de refrigerador tipo frost-free não é recomendado para meios de cultura devido ao efeito desidratante deste tipo de equipamento.

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